Edimburgo - Escócia

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A cidade é mundialmente conhecida pelo Festival Internacional de Edimburgo, que acontece durante três semanas no mês de agosto, com apresentações de música, teatro e arte performática. A cidade ainda possui uma das mais prestigiadas universidades da Europa e do mundo, a Universidade de Edimburgo, pioneira na informática e gerenciamentos. É, também, uma das cidades mais prósperas do Reino Unido.

O Edimburgh Castle (Castelo de Edimburgo), imponente, cercado de muralhas, construído sobre construído sobre uma rocha de origem vulcânica, está situado no alto de um morro e é o cartão-postal da cidade. A música escocesa tocada na gaita de foles, a saia escocesa nos homens, as belas paisagens naturais em suas estradas e o “charme”, sim é as principais características da capital escocesa.

A rua Princes Street divide Edimburgo em Old Town (parte alta) e New Town (à direita de quem sai da estação, que é por onde chegamos). Royal Mile é a principal rua da Old Town, que cruza toda a cidade velha desde o castelo, no topo do morro, até o Palácio de Holyrrodhouse. A rua muda de nome no percurso – Canongate, High Street e, finalmente, Castle Hill.

A estação de trem, Waverley Station, fica a leste na Princes Street e a estação de ônibus (Coach Station), na St. Andrew Square, já na New Town, atravessando a mesma rua principal na altura da estação ferroviária.

Pode-se vir de Londres, de ônibus (entre 9 e 12 horas de viagem) ou de trem (5h), como nós fizemos.

Edimburgo deve ser explorada a pé, pois seus pontos turísticos são próximos, com exceção do

Palace of Holyroodhouse (no extremo oposto da rua do castelo). Construído no século XVII, até hoje é a residência oficial da rainha Elisabeth na Escócia.

Para quem preferir pegar ônibus, a passagem custa £1,10. O passe de ônibus de 1 dia custa £2,50. Mas o que vale mesmo a pena é o ônibus para o aeroporto, que sai da rua ao lado da estação de trem, a partir das 4h45, em frente a um restaurante chinês Jimmy Chung’s. Aliás, recomendamos. A comida é boa e pode-se servir à vontade, por £6,49 (almoço, de segunda a quinta); £7,49 (sexta e domingo). O trajeto até o aeroporto dura 25 minutos e o tíquete vale £3,50.

Próximo à estação, há poucos hotéis. A maioria fica mais distante. Nós tivemos sorte, encontramos o Elder York Guest House (www.elderyork.co.uk), por £70 a diária. Dessa vez, não tínhamos feito reserva. O hotel é limpo, com ótimos quartos, um bom café da manhã e um dono bem simpático. Situado na 38 Elder Street.

Deixamos nossas malas no hotel e começamos o passeio em direção ao castelo. Passamos pelo Scott Monument, erigido em homenagem ao escritor escocês, Sir Walter Scott. Em estilo gótico, foi construído entre 1840 e 1846 nos belos jardins de Princes Street. Debaixo dos arcos da construção há uma estátua do escritor, feita em mármore. O monumento tem cerca de 60 metros de altura e está decorado com 64 estatuetas, as quais representam personagens saídos dos livros de Walter Scott. Impossível não vê-lo.

Próximo ao monumento e logo abaixo do Castelo de Edimburgo está o Floral Clock (Relógio Floral), feito com milhares de flores de pequeno tamanho. Os ponteiros do relógio também estão cobertos de plantas. No entanto, devido às condições adversas do clima escocês, esse relógio somente pode ser visto durante o verão, tendo que ser replantado a cada primavera.

Seguindo para o castelo, subimos uma escadaria e cruzamos pela Royal Mile, com casas históricas convertidas em lojinhas, pubs e museus.

O castelo foi residência e fortaleza real por 9 séculos. Sua construção mais antiga é a St. Margaret’s Church, do século XII. Há os State Apartments (aposentos reais), incluindo o quarto onde nasceu o rei James VI da Escócia, o Great Hall (principal local da assembleia de estado no castelo, concluído em 1511; possui, ainda, o telhado de madeira original); as prisões militares, onde no final do século XVIII estiveram detidos marinheiros de muitos países, inclusive dos recém-independentes EUA; e a Mons Meg, um exemplar das primeiras bombardas (peças de artilharia similar ao morteiro) europeias. A peça foi fundida para saudar com tiros de salva o casamento de Maria Stuart, rainha da Escócia, com o rei Henrique II da França. A bala de pedra foi encontrada a cerca de duas milhas de distância.

A Crown Square (Praça da Coroa) é a cidadela no topo do castelo. Foi criada no século XV, durante o reinado do Rei Jaime III, como principal pátio do castelo.

Entre as atrações do local, destacam-se as jóias da Coroa Escocesa: a Coroa, a Espada e o Ceptro. Estas insígnias reais foram guardadas após a união dos Parlamentos da Escócia e da Inglaterra, em 1707, encontrando-se atualmente em exibição na Sala da Coroa. Ali também está a chamada Pedra do Destino, o assento de coroação dos reis da Escócia.

Além disso, a vista lá de cima é imperdível. A admissão ao lugar custa £12. Aberto das 9h30 às 18h (abr/set) e das 9h30 às 17h (out/mar).

Saindo do castelo, na Royal Mile avistamos a Gladstone’s Land, um dos melhores exemplos de uma típica habitação do século XVI. Aberta das 10h às 17h (19h no verão). Entrada a £5. Quase ao lado, está o The Writer’s Museum, que resgata parte da história escocesa com a vida e obra de seus maiores escritores; depois, vem a Catedral de St. Giles, construída a partir de 1120, dedicada a Santo Egídio, santo padroeiro da cidade. Tanto no museu como na catedral, a entrada é gratuita.

Na mesma rua, encontramos também estátuas de David Hume (1711-1776), filósofo e historiador, figura importante no iluminismo escocês; e Adam Smith (1723-1790), economista e filósofo, pai da economia moderna. Ambos nasceram em Edimburgo.

Aos fundos, a Casa do Parlamento, do século XVII. Adiante, passando a North/South Bridge, encontra-se John Knox’s House, casa onde teria morado o líder da Reforma Protestante da Escócia, em meados do século XVI. Abre de segunda a sábado, das 10h às 18h; e domingos (somente no verão), a partir das 12h. Entrada a £3/2,50 (estudante). Na Canongate, The People’s Story, que relata a história do povo local, do século XVIII até o presente. Abre de segunda a sábado, das 10h às 17h; aos domingos (só no verão), depois das 12h. Entrada grátis.

A Charlotte Square, desenhada em 1791 segundo o melhor estilo gregoriano, é considerada a jóia arquitetônica da parte nova da cidade. Destacam-se a Bute House, residência oficial do primeiro-ministro escocês; e a Georgian House, restaurada para dar a conhecer como vivia a classe alta de Edimburgo no século XVIII.

Calton Hill, conhecida como a Acrópole de Edimburgo, está repleta de monumentos comemorativos, a maioria do século XIX. É outro excelente miradouro da cidade, além do castelo. Destaque para as estruturas de influência grega do Monumento a Burns (1830), o inacabado Monumento Nacional (1822), a Royal High School (1829) e o Observatório Municipal (1818). A St. Andrew´s School tem uma harmônica fachada de estilo modernista.

Museus não faltam em Edimburgo. O National Gallery of Scotland impressiona pela grandiosidade. Visto do alto do castelo, com suas belas colunas romanas, expõe obras de mestres como Van Gogh, Rembrandt, Monet, Goya e El Greco, além de artistas escoceses. Abre diariamente e o acesso é gratuito. Ainda faz parte desse complexo cultural o National War Museum of Scotland (Museu da Guerra Nacional da Escócia).

Outros são o National Museum of Scotland (Chamber St.), que apresenta a história escocesa da pré-história até hoje, incluindo passagens de vikings e celtas; The Scottish National Gallery of Modern Art (Belford Road), com arte do século XX; Scottish National Portrait Gallery 1 (Queen St.), apresentando pinturas e retratos de escoceses famosos como a rainha Mary da Escócia e o ex-007, Sean Connery; Museu do Whisky (Castlehill St.), que conta a história da bebida e oferece um tour interativo, com direito à degustação; e o Museum of Edimburgh (Canongate), que possui moedas romanas, pontas de flecha, fotos e maquetes. Todos com entrada gratuita, com exceção do Museu do Whisky, cujo ingresso custa £9,50/7,25 (estudante).

Entre os teatros, destacam-se: em primeiro plano o Usher Hall; à direita, o Lyceum Theatre; e à esquerda, o Traverse Theatre.

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