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Bath, Oxford e Windsor - Inglaterra

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bath

Decidimos explorar mais a Inglaterra e partimos para Bath.

É uma cidade pequena e graciosa, uma espécie de vitrine da história e da arquitetura britânica, uma amostra do que a Inglaterra tem de melhor.

Durante todo o ano, a cidade tem um calendário preenchido de festivais, teatro, eventos musicais e desportivos. Andar por suas ruas é a melhor maneira de explorá-la e descobrir seus monumentos, cafés e restaurantes.

Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, Bath tem alguns dos mais belos tesouros arquitetônicos e históricos da Europa, incluindo os Roman Baths e Pump Room, a Bath Abbey (século XV) e o espantoso Royal Crescent.

Em Bath, há o Thermae Bath Spa, o único spa de águas termais da Grã-Bretanha que oferece aos visitantes a chance de se banhar nas águas naturalmente quentes, como os romanos e celtas faziam há mais de 2000 anos.

A cidade teria sido fundada no ano 863 antes de Cristo, por determinação do rei Celta Bladud, mas foi com a ocupação Romana, no início da era Cristã, que Bath tornou-se um lugar famoso.

Foram os romanos que descobriam a existência de diversas fontes termais, e decidiram que ali era a localidade ideal para a construção de Banhos Romanos – imensas piscinas públicas utilizadas como área de lazer e local de reuniões e negócios. Assim, em pouco tempo a cidade tornou-se famosa graças a estas características, que serviram, entre outras coisas, para dar nome ao lugar, pois Bath significa “banho”.

A 185 km de Londres, menos de duas horas de viagem, merece ser visitada. Há vários horários de trem, começando às 5h. A maioria dos trens para as cidades próximas partem da estação de metrô London Paddington. Estávamos hospedados próximos a estação King’s Cross. Então, partimos para lá. De Paddington, vá até Didcot Parkway. Descendo lá, pegue outro trem em direção a Bath.

Se você pegar o primeiro trem, às 5h22 saindo de Paddington, às 6h50 estará chegando na estação em que é necessário trocar de trem. Esse mesmo trajeto leva a Oxford. Basta não descer e seguir viagem, chegando às 7h20 em Oxford.

Saindo reto da estação, pela Pierrepont Street (rua), passa-se pela Catedral de Bath, construída no mesmo local onde antes havia uma igreja de origem normanda. Devido ao seu grande número de vitrais, tornou-se conhecida como Lanterna do Oeste. Em seu subsolo há uma exposição traçando a história do Cristianismo na região, desde a civilização saxônica, passando pela normanda, até chegar à idade média.

Seguindo ainda pela mesma rua, já se pode contemplar a Pulteney Bridge, ponte mais importante de Bath. Pouco adiante fica outro local para ser visitado, o Pultney Princess, embarcação histórica permanentemente ancorada no rio Avon. Quando terminar a visita passe pela Bath Street – rua ladeada de prédios históricos, siga até os magníficos prédios do Guildhall e Banqueting Room –, construções de 1776, onde agora funciona a prefeitura.

Visite o Royal Victoria Park, jardim inaugurado em 1830 para homenagear a famosa rainha. Outra opção é o Parade Gardens, construído a partir de 1933, e um dos melhores pontos da cidade para relaxar. Depois vá até a Montacute House, uma mansão do século XVI, tida como uma das mais belas construções do período Elizabetano. Trata-se de um retrato do status que cercava seus refinados lordes proprietários, ilustrando um período em que o império britânico era o mais influente do mundo, a tal ponto que era costume dizer-se "O sol nunca se põe sobre o Império Britânico".

Uma ótima forma de passear pela cidade é a bordo de pequenas embarcações. Tours pelo rio Avon partem do píer junto à ponte Pulteney, bem em frente ao Parade Gardens. Com duração de 50 minutos, são uma forma tranqüila de desfrutar a beleza da região. Quem quiser ir um pouco mais longe deve visitar o Farleigh Hungerford Castle. As ruínas deste castelo do século XIV contam histórias interessantes dos Hungerford, família que dominou grande parte desta região.

Na junção das ruas Union Street e Stall Street, ruas paralelas ao Royal Victoria Park, estão Bath Abbey (Abadia de Bath) e The Roman Baths (os banhos romanos).

Nos banhos romanos, foi construído um templo dedicado à deusa Minerva. Durante a idade média, os principais banhos de Bath – Kings Bath, Cross Bath e Hot Bath – continuaram a atrair visitantes, a maioria procurando cura para suas doenças nas águas termais da cidade. É possível visitar as ruínas desse templo, ainda bem conservado. No interior, vestiários, saunas, locais de banho e de mergulho romanos, com destaque para o Great Bath (na área central), os edifícios e o pátio do templo e, até, um museu romano. A entrada custa £11/9 (estudante).

Em 1692 a rainha Anne visitou a cidade e interessou-se pelas fontes térmicas, o que representou um novo impulso ao lugar. Aos poucos, Bath deixou de ser apenas a cidade dos enfermos e passou a ser um local de moda.

E, com a chegada ao poder da rainha Victoria Bath, começou a ser freqüentada por nomes do cenário político e literário como Charles Dickens, Jane Austen, Oliver Goldsmith, Lord Nelson e o explorador David Livingstone.

Vá, ainda, ao Beckford's Tower and Museum, mansão construída pelo excêntrico milionário William Beckford em 1827. O casarão possui muitos objetos curiosos, e do alto das escadarias de sua torre tem-se uma das melhores visões de Bath.

O mais importante monumento arquitetônico de Bath, conhecido como Royal Crescent, foi projetado por John Wood. São trinta mansões em estilo tipicamente inglês, que seguem ao longo de uma rua em semicírculo, e dão a impressão de fazer parte de algum cenário ambientado em fins do século 18. Todas elas são tombadas, sendo que a casa número 1 permanece como museu de época, decorado e mobiliado como era usual na Inglaterra daquele período, e está aberta à visitação pública.

Outro ponto de arquitetura famosa na cidade é o Bath Circus. Projetado em 1754, este conjunto de residências geminadas em formato de círculo tem fachadas com elementos dóricos e jônicos, que fazem lembrar as origens romanas da cidade.

Não deixe de prestigiar o interessante Museum of Costume (na Bennett Street), que expõe uma coleção de centenas de vestimentas, traçando um painel da evolução da moda na Inglaterra desde o século XVI até os dias atuais.


Oxford

A 1 hora de Londres (vindo de trem, partindo da estação Paddington), é famosa por seus colleges – comunidades onde os estudantes não apenas estudavam como também viviam.

A cidade é pequena e cortada pelos rios Cherwell e Thames. A área central está entre as ruas George St./Broad St. e Queen St./High St., e o calçadão da Cornmarket St. ao meio.

Vale a pena visitá-la. A passagem avulsa custa entre £12 e £20. Nós utilizamos nosso Eurail Pass. E pela proximidade de Londres, é possível faze um bate-e-volta. Pela manhã, visitamos Bath e, à tarde, Oxford.

A estação de trem fica na Park End Street, quase um prolongamento da Queen St/High St., atravessando a ponte.

Ao todo, são 39 colleges. As escolas mais antigas são University College, Balliol e Merton, do século XIII. A mais nova é a Kellogg, de 1960. Mas a maior e mais famosa é a Christ Church e a único que, atualmente, não é mista é a St. Hilda’s, exclusiva para meninas.

A Christ Church College (Aldates Street) é belíssima. Está localizada no maior quarteirão da cidade – The Great Quadrangle ou Tom Quad. Este nome (Tom Quad) deve-se a Tom Tower, bem na entrada da universidade pela Aldates Street, fundada em 1682 e um dos cartões-postais de Oxford. O sino da torre toca todo final de tarde, 101 vezes, o número original de alunos que estudavam no local. A escola, onde 13 primeiros-ministros britânicos foram educados, assim como o escritor Lewis Carroll, autor de “Alice no País das Maravilhas”, foi criada pelo rei Henrique VIII em 1529.

Dentro da universidade fica a Christ Church Cathedral, erguida no século XII. Um dos destaques é o vitral, de 1320, retratando o martírio do arcebispo de Canterbury Thomas Becket, assassinado em 1170, por ordens do rei Henrique II.

No interior do colégio, há um enorme jardim – Christ Church Memorial Garden (construído em 1926 em memória dos membros da instituição, que morreram na Primeira Guerra) –, com uma fonte ao centro, uma grande biblioteca e, ainda, uma galeria, Picture Gallery, com pinturas de Leonardo da Vinci, Tintoretto, Van Dyck, entre outros. A escola fica aberta, de segunda a sábado, das 10h30 às 17h, e aos domingos, das 14h às 17h (maio/set); e de segunda a sábado, das 10h30 às 16h30 (fechando entre 13h e 14h), e aos domingos, das 14h às 16h30 (out/abr). A entrada custa £3/2 (estudante), mais £1,50 para acessar a Picture Gallery.

Também na Aldates Street, está localizado o Museum of Oxford, dedicado à história da cidade e sua formação como centro de universidades. Expõe artefatos arqueológicos e objetos da Idade Média, com algumas reconstituições da época. Aberto de terça à sexta, das 10h às 17h; e sábados e domingos, das 12h às 17h. Entrada gratuita (exceto alguma exposição especial).

Outro museu é o Ashmolean Museum (Beaumnt Street), inaugurado em 1683. Um dos mais antigos da Inglaterra e que exibe uma das coleções mais importantes fora de Londres, com obras de Monet, Van Gogh, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rodin, Rafael, Manet, Picasso, Rembrandt, Rafael, entre outros.

Merton College (Merton Street), fundado em 1264, possui uma das bibliotecas medievais mais antigas e ainda em uso, além de diversos instrumentos astrológicos do século XV. Ali formou-se o poeta TS Eliot, que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1948. Eliot nasceu nos Estados Unidos, mudou-se para a Inglaterra em 1914 (então com 25 anos) e tornou-se cidadão britânico em 1927, com 39 anos de idade. A escola abre de segunda a sexta, das 14h às 16h; e sábados e domingos, das 10h às 16h. Entrada gratuita.

Destaca-se, também, a Bodleian Library (Broad Street), principal biblioteca de Oxford, criada em 1602, contendo 5 milhões de livros e 50 mil manuscritos. Recebe um exemplar de todos os livros publicados na Grã-Bretanha. Abre de segunda a sexta, das 9h às 17h15 (16h45 aos sábados). Integrante da biblioteca (entre Radcliffe Street e Catte Street, situada no centro de um complexo de prédios históricos datados do século XV), está a Radcliffe Camera, concluída em 1737 e um dos primeiros modelos de biblioteca redonda da Inglaterra.

Na mesma rua, está o Sheldonian Theatre, construção cilíndrica e primeira grande obra do arquiteto Christopher Wren, erguida em 1667, para abrigar as formaturas das universidades. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 12h30 e das 14h às 16h30 (15h30 no inverno). Entrada a £2/1 (estudante).

Outro local merece ser visitado – The University Church of St. Mary the Virgin (High Street). Sua torre de influência gótica impressiona e foi a primeira estrutura do prédio a ser construída, em 1280. Para subir e obter-se uma bela vista de Oxford são 124 degraus, com uma corda que serve de corrimão. Na igreja, foram condenados à morte três mártires da cidade, os bispos anglicanos Latimer, Ridley e Cranmer, todos por heresia, no século XVI, no período da rainha “Bloody Mary”.


Windsor

De Londres, partem trens a cada 30 minutos. Para chegar lá, deve-se partir da estação Paddington ou Waterloo. Depois, há uma troca de trem na estação Slough. Em menos de quarenta minutos, chega-se a Windsor. De segunda a sexta, partindo de Paddington para Slough, há trens desde 0h34. Aos sábados, a partir das 6h50; e aos domingos, o primeiro sai às 08h43. De Slough para Windsor (percurso de apenas 6 minutos), os trens saem a partir de 05h38 (segunda à sexta); a partir de 06h20 (sábados); e começando às 8h22 (domingos).

Quem pensa que a única atração é o Castelo de Windsor, engana-se. A cidade é uma graça, preparadíssima para o turismo. Galerias, restaurantes, cafés, brasseries, hotéis, tudo em alto estilo. Caminhar por suas calçadas é um convite irresistível. Bem em frente ao castelo, há inúmeras hospedagens e hotéis.

Originalmente construído por Guilherme, o Conquistador, que reinou desde 1066 até à sua morte em 1087, o seu castelo original erguia-se no local da atual Torre Redonda. Localização escolhida, em parte, devido à sua posição facilmente defensável, tornando o castelo parte do anel de fortalezas defensivas ao redor de Londres.

Com a função de Palácio Real, juntamente com o Palácio de Buckingham em Londres e o Palácio de Holyrood em Edimburgo, é uma das principais residências da monarquia britânica (nos últimos 900 anos), que nele passa a maior parte dos finais de semana, a Páscoa e a chamada semana de "Ascot Real" (em Junho), no Circuito de Corridas de Ascot, ocorrido nas proximidades. É o maior castelo ocupado do mundo.

A maior parte dos reis e rainhas da Inglaterra tiveram uma influência direta na construção e evolução do castelo, o qual tem sido a sua fortaleza de guarnição, residência, palácio oficial e, por vezes, a sua prisão. A história do castelo e a da monarquia britânica estão extremamente ligadas. Cronologicamente, a história do castelo pode ser traçada a partir dos reinados dos monarcas que o têm ocupado.

Entre as suas principais atrações destacam-se a coleção de armaria e a a Casa de Bonecas da Rainha Maria. Na parte baixa encontra-se a St. George’s Chapel (Capela de São Jorge – fechada aos domingos), enquanto que na parte alta encontram-se os State Apartments (aposentos reais) e a grande Sala de Estado (cujo teto é decorado com os brasões de armas da liga dos cavaleiros). As duas partes são separadas pela Round Tower (Torre Redonda), um resquício do primitivo castelo de Guilherme, o Conquistador. Aos pés desta torre encontra-se o largo e imponente Norman Gate (Portão Normando), o último bastião de defesa antes da parte alta.

Assistimos à troca de guarda. Aberto das 9h45 às 16h15 (17h15, mar/out). A entrada custa £15,50/14 (estudante).

Depois de 4 dias na Inglaterra, partimos no dia 12 de outubro para Edimburgo, na Escócia. Pegamos o trem na estação King’s Cross, quase em frente ao nosso hotel. Os trens saíam a partir das 6h.

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Londres - Inglaterra

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nosso voo de Brasília (DF) seguiu para o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Do próprio aeroporto, pegamos um trem RER (8,50 euros) até a estação Gare du Nord, de onde parte o incrível trem Eurostar, passando pelo eurotúnel – a maior passagem submarina do mundo –, para Londres, na Inglaterra. A viagem dura somente duas horas. Nem percebemos o caminho embaixo d’água.

A passagem (68 euros para cada um) já estava comprada. Tínhamos um intervalo de duas horas entre a chegada e a saída de Paris. Deu tudo certo. Às 21h30 (dia 08 de outubro), desembarcamos na estação de St. Pancras, na capital londrina.

Uma ótima dica é comprar o Eurail Pass. Há vários pacotes de viagens. Nós optamos por um que dá direito a 15 dias de viagens, em dias consecutivos (876 euros para duas pessoas), para qualquer lugar coberto pela rede, que cobre 21 países. No site (raileurope.com.br) estão todas as informações. Os passes são entregues, via Correios, em sua residência. Em alguns casos, pode-se usar o passe também entre as estações ferroviárias e os aeroportos das cidades.

Londres é linda, dinâmica e muito desenvolvida. Lar de todos: indianos, árabes, latinos, americanos, europeus, enfim, gente de toda parte. O único problema foi a chuva. Nessa época, o tempo é bem instável. Além da capital, visitamos as cidades de Bath, Windsor e Oxford, situadas nos arredores. Para chegar, utilizamos nosso British Pass.

O transporte na cidade é excelente e é fácil locomover-se. Com um mapa do metrô na mão, você vai a qualquer lugar. A cidade divide-se em seis zonas. Na 1, é onde estão a maioria dos hotéis, museus e atrações. Você, também, pode andar nos famosos ônibus vermelhos de dois andares. Já os táxis (modelo Austin FX4, geralmente pretos, mas há alguns coloridos também) são para poucos. Os motoristas são considerados os melhores do mundo, o que deve justificar as tarifas cobradas. E temos que admitir que os carros são bem estilosos.

Os carros têm bancos de frente e de costas, e a parte do passageiro é dividida da do condutor. Geralmente, as praças de táxis situam-se nos pontos turísticos mais famosos, em algumas entradas de importantes estações de metrô e nos aeroportos.

Uma passagem avulsa de metrô custa £4 (4 libras); de ônibus, £2. O ideal é adquirir o Oyster, cartão-magnético (custa £3) que substitui o tíquete e pode ser recarregado por £ 6. Vale a pena, principalmente para quem permanecer mais tempo na cidade. É aceito em todos os meios de transporte. Adquira-o no guichê de qualquer estação de metrô. Lembrete: não pode-se pagar a passagem diretamente ao motorista. Tem que estar com o tíquete avulso ou com o cartão Oyster.

Mapas da cidade são obtidos gratuitamente nos centros de informações ou nos hotéis em que você se hospedar. Nós reservamos nossa estadia no Brasil: ficamos no European Hotel (11-15 Argyle Square, Camden), bem próximo a duas estações de metrô, que estão interligadas: King’s Cross e St. Pancras. O ideal é ficar sempre junto às estações, o que ajuda muito na sua locomoção. Pagamos pela diária £70 (libras esterlinas). É caro, mas é o jeito. O prédio é típico em toda a Inglaterra: de tijolinhos, com várias janelas e apartamentos até no subsolo. Uma boa dica é o St. Pancras International Hostel (79-81 Euston Rd – stpancras@yha.org.uk), bem próximo ao hotel em que ficamos. Ambos incluem o café da manhã bem básico: café, chá, suco, pão e manteiga. Só não ficamos neste porque já estava lotado.

É importante fazer a reserva com antecedência. Não é fácil encontrar hotéis baratos e vagos. O que pagamos é caro para nós, mas uma pechincha para eles. O quarto era pequeno e feinho. Mas a localização conta muito nessa hora e foi o que pesou em nossa decisão.

Não faltam pontos interessantes para visitar: monumentos, teatros, museus (a maioria tem entrada gratuita), cafés e restaurantes. Os que oferecem comida chinesa e indiana são inúmeros. Mas para economizar, compre comida pronta nos mini-mercados. Gostamos muito do Tesco Express, que oferece grande variedade de sanduíches, pratos com vários tipos de carne, arroz e salada ou macarrão e salada, entre £2 e £4. Um deles está bem próximo ao Big Ben, um dos principais pontos turísticos. Típico é o Fish & Chips (peixe e fritas), a partir de £4, para comer no local ou levar: é o famoso take away.

Iniciamos nosso passeio pelo Imperial War Museum (próximo ao metrô Lambeth North). Museu da Guerra, com exibições de material bélico (tanques e aviões de combate), ambientes que recriam os bombardeios da 1ª Guerra Mundial. A respeito da Segunda Guerra, mostra uma reconstituição da ascensão nazista, deportação de judeus e holocausto, apresentando inclusive filmes sobre crimes cometidos contra a humanidade em todo o mundo. Muito bom! Aberto das 10h às 18h. Entrada gratuita.

Depois, fomos até o Madame Tussaud’s (Marylebone Road), próximo ao metrô Baker Street. É o museu de cera mais conhecido do mundo, com réplicas de pessoas famosas. Não entramos. Apenas fotogramos por fora. Entrada a £22,50, sendo mais barato a partir das 17h, quando custa £12,40. A promoção não é muito válida, pois o museu abre das 9h30 às 17h30, nos dias de semana, e das 9h às 18h, nos sábados.

Um museu imperdível é o British Museum (Great Russel), próximo ao metrô Tottenham Court Road. Foi fundado em 1753 e possui coleções de objetos da Grécia, Egito, Roma e Oriente Médio. Aberto diariamente, das 9h às 17h30. Entrada gratuita.

Uma boa caminhada deve ser feita à beira do Rio Thames (Tâmisa). Pode-se percorrer entre a ponte de Waterloo e a ponte de Westminster, onde o Big Ben é a maior referência. Houses of Parliament (Casas do Parlamento), com sua famosa torre do relógio (Big Ben), são o símbolo de Londres. No verão, o local é aberto à visitação guiada (ingresso deve ser comprado com antecedência), no Tickets Office, que fica em frente ao prédio. Do lado oposto, está o The London Eye, a gigantesca roda gigante.

Passando a ponte Westminster, está a Westminster Abbey (Abadia de Westminster). Fica praticamente junto ao Parlamento (metrô Westminster). Foi erguida no século VIII e expandida no século XI, sendo o local de coroação dos monarcas britânicos. Ali ocorreu o funeral da princesa Diana. Aberto de segunda a sexta, das 9h30 às 15h45; e nas quartas, até às 19h; e aos sábados, até às 13h45. Entrada a £10/7 (estudante).

Seguindo da Westminster ou do Parlamento, pode-se chegar a pé ou, quem preferir, desça no metrô St. James Park ou Green Park, ao Buckingham Palace – residência oficial da família real. Em frente ao palácio (gratuito), ocorre a pomposa troca da guarda. No verão, todos os dias; no inverno, em dias alternados, sempre às 11h30. O palácio abre para visitação apenas em agosto e setembro, quando a rainha Elizabeth parte para a Escócia.

Vindo pela Parliament Street, no Whitehall, está o Nº 10 Downign St, residência do primeiro-ministro, onde já moraram Margareth Tatcher e Tony Blair. Não dá para ver quase nada, além dos seus portões guardados.

St. James Park, um dos mais bem cuidados parques, com lago artificial, cisnes, gansos e jardins bem ornamentados, está bem à frente do Palácio Buckingham. Anexo, está outro parque, o Green Park, em Piccadilly.

Impressionante mesmo é a London Bridge, primeira ponte sobre o rio Tâmisa, situada na região mais antiga da cidade e que marca o nascimento de Londres: City. A ponte foi construída em 1894, sustentada por duas torres tipicamente vitorianas, que impressionam pela grandiosidade. Nessa mesma área, está a Tower of London, um castelo idealizado por William I (Guilherme), em 1078. É o mais antigo da Inglaterra. Já foi fortaleza, palácio e presídio, sendo hoje apenas ponto turístico com exposição de armas, armaduras e jóias. Uma atração à parte é o Koh-i-noor – o diamante mais famoso da coroa da rainha-mãe. Funciona de terça a sábado, das 9h às 18h; e aos domingos e segundas, das 10h às 18h. É fechado entre os meses de novembro e fevereiro. Entrada a £16,50/14 (estudante).

Junto à London Bridge, há um quiosque que vende tíquetes para passeios de barco. Ou, para sua viagem ser mais proveitosa, parta do South Bank Centre, complexo cultural que abriga o Royal National Theatre, The National Film Theatre, Royal Festival Hall e Hayward Gallery. Ali também se pode pegar os City Cruises, que partem de 35 em 35 minutos. Os preços diferem, conforme a distância percorrida e se a viagem é só de ida ou de ida e volta, já que você pode descer em uma das paradas do barco. O ponto final é o Greenwich, 10 km a sudeste de Londres. Pode-se também chegar de trem Docklands Light Railway, saindo da estação de Tower Hill. Chegando pela beira do rio, atravesse o túnel para a outra margem e suga em direção ao moro onde está o Observatório Real, fundando em 1675 por Charles II. Ali se localiza o meridiano que determina as horas do planeta. Só à noite é possível ver um raio verde de laser cruzar o céu da capital londrina. A linha parte do Observatório Real e segue até onde sua visão permita-lhe visualizar. Fica aberto das 10h às 17h; até às 18h, nos meses de julho e agosto. A entrada é gratuita, assim como no Cutty Sark, um dos últimos navios a trazer seda e chá do Oriente, construído em 1869, e no National Maritime Museum, um dos maiores museus de história naval.

A Leste do Tâmisa, estão o Museum of London e a St. Paul’s Cathedral (metrô St. Paul’s). O museu conta a história de Londres, do tempo dos romanos, passando pelo grande incêndio em 1666 que quase destruiu a cidade, até os anos 2000. Chama a atenção o contraste entre a antiga muralha romana, ao lado do museu, e a arquitetura moderna dos prédios espalhados do Barbican Centre e arredores. Abre de segunda a sábado, das 10h às 17h50; e aos domingos, das 12h às 17h50. A entrada é gratuita. A Catedral é uma das mais famosas da Inglaterra e sua cúpula é a segunda maior do mundo, atrás somente da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Em estilo barroco e finalizada em 1710, foi cenário de acontecimentos como o funeral de Winston Churchill e o casamento do Príncipe Charles e Diana. Das suas galerias obtém-se um bom panorama da cidade de Londres. Aberta de segunda a sábado, das 8h30 às 16h (para visita turística). Entrada a £10/8,50 (estudante).

A National Gallery (Galeria Nacional), na Trafalgar Square, praça mais popular de Londres (metrô Charing Gross), é imperdível. É uma das grandes galerias de arte do mundo, com obras dos séculos XIII ao XX, dos principais mestres da pintura de diversos países. São 5 níveis, separados por séculos, e vários setores. É imperdível. Reserve um bom tempo para percorrer suas salas. Aberto diariamente, das 10h às 18h (nas quartas, até às 21h). Entrada gratuita.

Projetada por John Nash, esta praça foi construída entre 1829 e 1841, em homenagem à vitória de Horacio Nelson na Batalha de Trafalgar, uma vitória da Marinha Real Britânica nas Guerras Napoleônicas. Não é por acaso que o que mais se destaca nessa famosa praça é a grande Coluna de Nelson e os quatro leões gigantes que repousam em sua base. Outros monumentos que completam o encanto da Trafalgar Square são a estátua eqüestre de Charles I e as fontes, construídas em 1939.

Durante a época do Natal, a praça exibe todos os anos a maior árvore de Natal de Londres (um presente de Oslo, capital da Noruega, em sinal de agradecimento pelo apoio que receberam dos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial).

Bem próximo à Trafalgar Square, está a Piccadilly Circus, famosa praça de Londres, com um chafariz, um grande painel de neon com progaganda e muito movimento. Londres é ótima para caminhar. Basta você escolher um ponto de partida.

Entre as ruas que se cruzam nesta praça está a Piccadilly, que liga-se ao Hyde Park, o parque mais conhecido da cidade. A oeste, do outro lado do lago Serpentine, está a área do Kensigton Gardens, com a mansão que era a residência do então casal Charles/Diana. Ao sul, encontra-se o Royal Albert Hall, com concertos de música clássica (metrô High Street Kensington ou Knightsbridge).

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