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Bruges - Bélgica

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Passamos rapidamente pela estação de trem (Gare Central) de Bruxelas, aliás, belíssima. Parece um aeroporto, imensa e muito limpa. Até ali, foram 3 horas de viagem vindo de Amsterdã. Para Bruges, mais 1 hora. Como saímos de Amsterdã às 16h30, chegamos em Bruges à noite.

A 97 km da capital Bruxelas, Bruges é a cidade mais linda da Bélgica. Seu pequeno centro, do século XIII, continua praticamente intacto, com construções originais. Suas ruas estreitas de arquitetura medieval estão entre as mais preservadas da Europa. As casinhas quase dentro dos canais completam o cenário romântico, que é bem propício aos casais. Prepare-se para esbarrar com turistas o tempo todo, afinal tanta beleza precisa ser apreciada.

As ruas Steenstraat e Dijver, paralelas uma a outra, são as que concentram a maior parte das atrações turísticas.

Bruges tem o formato circular, atravessada e circundada por diversos canais. Market Square (Praça Market) é o ponto de partida para uma caminhada pela cidade. É a praça central, onde destaca-se o Campanário Belfry (Belfry significa “torre do sino”) . Marco da cidade desde o século XII, é uma torre com um carrilhão de 47 sinos que tocam 27 sons diferentes. Faz parte do conjunto de 56 torres semelhantes existente na região dos Flandres (norte da França, Bélgica e parte da Holanda), tombado pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade. Para subir os 366 degraus (são 83 m de altura) paga-se 5/4 euros (estudante). Abre diariamente, das 9h30 às 17h. Ainda no prédio do campanário, o Bruggemuseum (Museu da Cidade). Aberto das 9h30 às 17h. Ingresso a 8/6 euros (estudante).

Nesta praça, há inúmeros cafés, um mais charmoso que o outro. Prepare-se para gastar. Ali, tudo é caro, começando por um simples café expresso.

Logo em seguida, está a Praça Burg. Destaque para a Heilig Bloed Basílica (Basílica do Sangue Sagrado), famosa por ter um vaso de cristal contendo, supostamente, gotas coaguladas do sangue de Cristo, trazidas da Alsácia em 1150. O recipiente, no entanto, nunca foi aberto. Fica ao lado da Prefeitura e sua entrada é feita pela Steeghere, uma fachada de onde sobe uma bonita escada, porque a capela fica no segundo andar. Aberta abr/set, das 9h30 às 12h e das 14h às 18h; out/mar, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Entrada gratuita. Não se paga para visitar a igreja e sim a relíquia que ela abriga.

Na mesma praça, ao lado da Basílica, está a Stadhuis (Town Hall ou Prefeitura). Erguido entre 1376 e 1420, está entre os prédios mais antigos da Bélgica. Expõe pinturas e mobília típica referentes à história da cidade. No primeiro andar, a sala gótica com esculturas da Baixa Idade Média. Infelizmente, é proibido fotografar. Aberta das 9h30 às 17h. Entrada a 2,50/1,50 euros (estudante).

Hospedamo-nos no Bauhaus International (135, Langestraat). Fica um pouco distante da estação. Melhor pegar um ônibus, ao lado da estação de trem, saindo à esquerda. Os de número 3 e 13 param na Markt. Dali, caminha-se algumas quadras para baixo, atravessando também a praça Burg. Diária para casal, incluindo café da manhã bem básico (servido no prédio ao lado, que é um restaurante do hotel), a 50 euros. O quarto, com banheiro privativo, é amplo e limpo. Ao lado do hotel, há o albergue, com preços mais baixos. O atendimento não é bom. Reserva: www.bauhaus.be. No caminho, há outro albergue e, também, alguns hotéis antes deste, como o Hotel Ter Reien (Langestraat 1, Centrum, 8000); e o Pand Hotel (Pandreitje 16, Centrum, 8000). Reserva: www.booking.com.

A cidade também oferece vários museus. O Groeninge Museum é o principal museu de belas artes de Bruges, com pinturas holandesas e belgas do século XV ao XX e arte flamenga do primitivo (estilo do norte da Bélgica, que no século XV era Holanda) ao contemporâneo. Abre das 9h30 às 17h. Entrada a 8/6 euros (estudante).

Próximo à Onze Lieve Vrouwekerk (Igreja de Nossa Senhora), que tem a sacada particular da família Gruuthuse, está o Gruuthuse Museum. A igreja é medieval, típica da região dos Flandres e possui a segunda maior torre de igreja da Bélgica, com 122 metros. De longe, é a torre mais alta da cidade, que pode ser vista de longe. O acesso à igreja é gratuito, porém paga-se para ver o museu, atrás do coro (1,50 euros). Ali é possível ver os túmulos dos primeiros reis da região (os Duques de Burgundy) e, principalmente, a Madonna de Michelangelo – a única peça do artista existente nos Flandres. Vale a pena.

O museu tem esculturas em madeira, tapeçarias, objetos de porcelana e cerâmica e armas. Era a casa de um mercador monopolista de trigo e cevada (matérias-primas para a indústria da cerveja) da região. Por ser monopolista de um artigo tão popular, foi grande o seu grau de riqueza e a importância na região à época. Por isso, sua casa foi transformada em museu e é um espetáculo, tanto pela arquitetura quanto pelo acervo cultural que ele reuniu. Além disso, é o museu arqueológico da cidade, desde 1898. A influência da família era tanta, que aproveitando que a casa era geminada com a igreja, construíram uma sacada particular para o interior da igreja; assim, assistiriam às missas sem precisar sair de casa.

Outros museus são: Bruges Brouwerij Mouterijmuseum (contém documentos e objetos que contam a história secular da produção de cerveja na cidade); e Museum voor Volkskunde (museu folclórico na parte nordeste de Bruges). Há, ainda, o Friet Museum (Museu da Batata Frita). Inaugurado em 2008, mostra a história da batata, desde a origem até a sua popularização em versão frita na Europa. Abre todos os dias, das 10h às 17h. Entrada a 6 euros. Fica na 33, Vlamingstraat. E, junto ao anterior, o Choco-Story – The Chocolate Museum, em um prédio do século XV, onde conta-se a história desta delícia. Em uma das salas, um belga ensina os truques para a preparação de um bom chocolate. Entrada a 6 euros, com direito a uma degustação básica.

A cervejaria Halve Maan, que funciona desde 1856, é também um restaurante e um museu da cerveja. O auge da cidade foi no ano de 1441, quando chegou a ter 54 cervejarias, porém com o passar do tempo e o surgimento do estilo Pilsen na República Tcheca, diversas cervejarias foram fechadas.

Em 1564 havia registros da existência da cervejaria “Die Maene” (A lua), na rua Walplein. Em 1856, Leon Maes, também conhecido como Henri I, torna-se dono da propriedade. A cervejaria produziu a famosa Brugse Straffe Hendrik e, em 1988, a marca e a receita foram vendidas a Liefmans, porém em 2008 Xavier conseguiu de volta os direitos da marca e voltou a produzi-la em Bruges. A cervejaria havia ficado fechada de 1980 a 2005; no local existiam diversos artefatos cervejeiros como copos, equipamentos, garrafas e ficou funcionando como museu até 2005. Durante dois anos Bruges não teve nenhuma cervejaria em funcionamento, até que em 2005, após seis gerações, Xavier Vanneste assumiu o controle dos negócios e lançou a cerveja Brugse Zot, hoje a única cervejaria em Bruges e ganhadora de vários prêmios internacionais.

Logo na entrada na fábrica já se vê o terraço. À direita, uma galeria de arte com diversos quadros da cidade e, subindo as escadas, chega-se ao pub principal onde estão as choperias.

A visita, que acontece de hora em hora, acontece na parte antiga da cervejaria, a 5,50 euros, com um chopp Brugse Zot incluído. Há demonstração dos antigos e tradicionais métodos e equipamentos para fabricação da cerveja, dos ingredientes, histórias e curiosidades. Situada na Walplein, 26. Para chegar a pé, logo após sair da estação de trem siga pela rua Oostmeers, virando na segunda à direita (Zonnekemmers) e, logo à frente, a Praça Walplein.

Já mais para o lado da estação encontra-se a Catedral de São Salvador, igreja protestante, em estilo neogótico, modificada pelas várias reformas ao longo dos séculos. Passou a ser a catedral em 1830, quando os franceses invadiram a cidade e demoliram a catedral de São Donato. Possui bonitas obras de arte e sua torre de 99 metros é imponente. A base da torre icônica foi a única seção que sobreviveu intacta da Idade Média; outras partes foram perdidas em incêndios e pela erosão dos tempos. A estrutura resultante tem uma seção antiga neogótica e uma torre nova, construída com design romanesco. O telhado pontiagudo que está no topo da torre foi adicionado sem o consentimento do arquiteto, porque a comissão real decidiu que, sem ela, a torre pareceria muito plana. As tapeçarias que cobrem as paredes da entrada são tesouros belgas feitos por Jasper vander Borcht no início do século XVIII. Os modelos das pinturas usados para as tapeçarias também se encontram na Catedral, assim como as esculturas e monumentos aos falecidos.

Mais próximo ainda da estação está a Begijnhof (Casas das Beatas), pequeno conjunto de casas, construído no século XIII em volta de um jardim/pátio onde há um poço e uma igreja, para acolher viúvas ou anciãos. Hoje é habitado por freiras da Ordem de San Benito. É permitido entrar no pátio. Visita gratuita.

Do lado oposto à maioria dos pontos turísticos, na verdade, saindo do nosso hotel e seguindo à esquerda pela rua Langestraat, avista-se um portal. À sua esquerda, vários moinhos de vento, à beira de outro canal. O local chama-se Sint Janshuis’ Mill. É bom passar lá depois das 10 horas, quando o tempo já se abriu mais para tirar belas fotos.

Outra atração é o Sant John’s Hospital: a construção não é mais um hospital, que foi desativado em 1978, depois de quase oito séculos de funcionamento ininterrupto (790 anos). Atualmente, o prédio abriga o Memling’s Museum (Museu do Hospital) e uma antiga farmácia. Uma visita enriquecedora e breve, bastante interessante para se entender o que era um hospital medieval.

Um mapa sempre ajuda, principalmente quando o turismo é feito a pé. Obtenha-o nas estações ou no seu hotel.

Muitos casais fazem passeios de barco pelos charmosíssimos canais de Bruges. São vários pontos espalhados pelos canais da cidade. Sai a 5 euros por 30 minutos.

Nos arredores de Bruges, há a cidadezinha medieval de Damme. O trajeto até lá é fácil. Saia pela porta de acesso Dampnort e siga pelo lado direito do canal. Você pode ir de bicicleta (1h-1h30). Na paisagem, canais, moinhos, casinhas típicas e muita área verde. O lugar é bem tranquilo. Estando cansado, pode voltar de barco (as bikes são permitidas). A bicicleta pode ser alugada no Eric Popelier (na Mariastraat 26), a 3,50 euros por 1h.

Após o almoço, no dia 30 de outubro, seguimos para Gent, outra cidade medieval na Bélgica, a apenas 20 minutos de Bruges.

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Marken e Volendam - Holanda

São consideradas as cidades mais típicas da Holanda. Chegamos em Amsterdã, capital da Holanda, no dia 29 de outubro, vindo de Copenhague (Dinamarca), depois de 13 horas e meia de viagem.

Deixamos nossas malas guardadas na estação e pegamos um ônibus (extremamente confortável e que aponta, por meio de um mapa no visor, cada parada por onde passa), quase em frente à estação de trem, para Volendam. A passagem custa 11 euros. Você pode comprar diretamente com o motorista ou nas máquinas automáticas da estação. O percurso é feito em 30 minutos. Tente ir com dinheiro trocado para facilitar. Eles não aceitam nota de 100 euros.

Volendam é pequena, com 20 mil habitantes, situada às margens do Ijsselmeer, o maior lago da Holanda. Na entrada da cidade, há um grande moinho de vento.

A cidade é linda, com casas charmosas de madeira colorida, do século XVII, e um movimentado porto, repleto de lojas de souvenirs, bares, cafés e restaurantes. Há, também, vários quiosques vendendo peixes fresquinhos. Na rua do porto, há muitos hotéis também.

Caminhar por suas ruas é uma terapia. Perto do porto, está a igreja local. Tem até uma prainha.


Marken está numa ilha que virou península, já que hoje é ligada ao continente (à cidade de Volendam) por um dique construído em 1957. Para ir até lá, pegamos um barco da Marken Express. A travessia dura 45 minutos e custa entre 6 e 7 euros (ida e volta). Os barcos saem de Volendam às 11h30, 12h45, 14h e 15h15 e retornam de Marken às 12h, 13h15, 14h30 e 16h30.

Na cidade, apenas os moradores podem circular de carro. A maior curiosidade em Marken é o fato de muitos de seus habitantes usarem trajes tradicionais e tamancos de madeira. Também são graciosas suas 130 casinhas de madeira verde e marrom, com jardins cuidadosamente ornamentados, e cercadas por ruelas estreitas e laguinhos com cisnes. Parece uma cidade de boneca.

Destacam-se sua
Igreja Protestante e o Museu de Marken
, que expõe roupas típicas da região.

Do dique até o farol e o quebra-gelo que protege a pequena vila no inverno são 9 quilômetros.

De volta a Volendam, pegamos o mesmo ônibus para Amsterdã, apenas do lado oposto no qual descemos, em uma pracinha central da cidade.

Nós tínhamos visitado Amsterdã em 2008, mas não tivemos tempo para conhecer estas lindas cidades. Por isso, voltamos. Valeu a pena.

Na capital holandesa, tiramos algumas fotos da cidade, perto da estação, e partimos, neste mesmo dia (29/10), novamente de trem, para
Bruges, na Bélgica. Tivemos que trocar de trem em Bruxelas. Cuidado: antes de descer do trem, atente para o nome da estação; em Bruxelas, são 3. Descemos em Brussel Zuid/Midi
. De Amsterdã para Bruxelas, há vários horários de trens.

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Hillerød - Dinamarca

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A apenas 25 minutos de trem, que partem de segunda a sexta, das 6h15 até às 18h55; sábado e domingo, das 9h55 às 16h35. Sua grande atração é o Frederiksborg Castle (Castelo Frederick).

Chegamos cedo, pegamos um dos primeiros trens (dia 27 de outubro). A cidade já é uma graça, com suas casinhas típicas e prédios coloridos. Hillerød tem uma prestigiada Universidade com cursos de Farmácia.

A cidade já é uma graça, com suas casinhas típicas e prédios coloridos. Hillerød tem uma prestigiada Universidade com cursos de Farmácia.

O castelo fica a poucos passos da estação de trem. Para acessar o castelo, basta seguir as placas de indicação. Está à beira do lago, com direito a gansos e cisnes. Parece um castelo de conto de fadas. Uma estradinha leva até o castelo. Todo de tijolinhos vermelhos, tem várias torres verdes pontiagudas. A entrada é triunfal. Um arco, uma ponte e, depois, uma praça com grandes esculturas ao centro. À frente, os aposentos do castelo, que é imenso.

Construído entre 1560 e 1620, sob as ordens do rei Frederick II, tendo sido mais tarde a residência real do rei Christian IV. Destaque para o Great Hall e para a Capela. Atualmente, o local abriga o Museu de História Natural. Entrada ao castelo a 60/50 kr ou 8/6.70 euros (estudante). O acesso ao pátio interno é gratuito.

A 25 km ao norte de Copenhague, na cidade de Rungstedlund, situa-se o Karen Blixen Museum (Museu Karen Blixen). É a casa onde nasceu a escritora Karen Blixen e para onde retornou após viver 17 anos como fazendeira na África. Ela morreu em 1962. No quintal, está o seu túmulo; e as peças da casa retratam sua vida e obra – antes de depois da experiência africana. Sua história virou filme em 1985, Entre Dois Amores (Out of Africa), com Meryll Streep no elenco. Aberto de terça a domingo, das 10h às 17h. Entrada a 45 kr ou 6 euros. Trens partem para lá das 5h39 às 19h19, a cada dez minutos, nos dias de semana.

Também nas proximidades de Copenhague, na cidade de Höör, também acessada de trem, encontra-se o Zoológico de Animais Nórdicos.

No dia 28 de outubro, pegamos um trem para Amsterdã, capital da Holanda. Ao chegarmos, deixamos nossas bagagens nos lockers da estação. Nosso destino seriam as cidades típicas, Marken e Volendam, a 20 km de Amsterdã.

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Copenhague - Dinamarca

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vindo de trem de Oslo, tivemos que fazer uma baldeação em Gotemburgo, Suécia.

É a maior e mais importante cidade da Dinamarca, com 1,7 milhão de habitantes. A Dinamarca é um país moderno, desenvolvido, nível de vida elevado (por isso, muito caro) e bem à frente do seu tempo.

Copenhague é bela e já causa boa impressão na chegada. Para quem vem de avião, é o aeroporto de Kastrup, a 11 km do centro. Um trem (30 kr – coroas dinamarquesas ou 4 euros) o liga à estação central de Copenhague, de 20 em 20 minutos, das 4h35 à 0h35. Pelo mesmo valor, mas em 40 minutos, o ônibus 250S faz o mesmo caminho. A partir da meia-noite, há o Nightbus, a 60kr ou 8 euros.

Para quem vem de trem, como é o nosso caso, a Central Station (estação central de Copenhague) é um espetáculo de construção. Bela, grande e confortável, é de onde chegam e partem trens para várias destinos na Alemanha, França, Holanda, Noruega, Suécia, entre outros. Fica em frente ao Parque Tivoli.

O transporte tem ônibus e 10 linhas de trens urbanos (S Trains), que passam pela Central Station. Um tíquete para utilizar em 2 zonas (são 95 ao todo) custa 20 kr ou 2,70 euros, válido por 1 h e aceito em todos os meios de locomoção. O passe de 24h sai por 115 kr ou 15 euros.

Mas a beleza da cidade é um convite para andar a pé ou de bicicleta, o que não falta por lá. Você verá muitas, o tempo todo, com ou sem chuva. Pode-se pegá-las emprestadas em locais específicos (no centro), onde coloca-se uma moeda de 20 kr ou 2,70 euros na própria, podendo circular somente na zona central. Ao devolvê-la, você recebe a moeda de volta. No lugar de retirada da bike, há um mapa com todos os outros pontos para a devolução.

Curiosidade: o alfabeto dinamarquês tem três letras a mais que o nosso: Æ/æ, Ø/ø e Å/å. Para Æ, lê-se “é”, aberto como em “fé”. O som de Ø é anasalado, como ã em “fã”, por exemplo; e o Å tem o som de “o” aberto, como em “nó”.

Um bom ponto de referência é a rua Strøget, na verdade, um calçadão, que cruza a capital dinamarquesa, ligando a prefeitura ao canal Nyhavn. Ali, você encontra bares, lojas e restaurantes. É a união de outras cinco ruas: Østergade, Amagertorv, Vimmelskaftet, Nygade e Frederiksberggade, de onde a cidade se desenvolveu.

Saindo da estação, à esquerda, ao lado do Parque Tivoli, está o Centro de Informações Turísticas, onde pode-se obter mapas, informações sobre hotéis, programação cultural do mês e, claro, sobre as atrações da cidade. O centro fecha aos domingos. Lá, também pode-se comprar o Copenhagen Card, que garante a entrada em diversos locais e livre acesso aos meios de transporte da cidade e arredores. Valores: 199 kr ou 27 euros para 24h (citycard) e 429 kr ou 58 euros para 72h (pluscard).

O Sightseeing não vale a pena nesta época (outono-novembro). O horário é reduzido: 9h às 14h, o que não é suficiente para conhecer todos os pontos turísticos.

Interessante é um ônibus amarelinho, elétrico, o City Cirkel, que sai a cada 7 minutos, da Københavns Rådhus (Praça da Prefeitura). Ele faz um circuito passando por quase todos os pontos interessantes da cidade. Seu tíquete custa 22 kr ou 3 euros e vale somente por 1 hora.



Aliás, a prefeitura é enorme e belíssima, construída em 1905 com tijolos vermelhos. Famoso é o seu relógio na torre:
Jean Olsen’s World Clock, que levou 27 anos para ser acertado, atrasando meio segundo a cada 300 anos. Par subir (300 degraus), são 20 kr ou 2,70 euros. Aberta de segunda a sexta, das 8h às 16h. Visitas guiadas custam 30 kr ou 4 euros (seg/sex, às 15h; sábados, às 11h). Entrada gratuita.

Hospedamo-nos no Cab Inn City (Mitchellsgade 14), localizado logo atrás do Parque Tivoli, a poucos passos da Central Station. São 350 quartos com banheiro, TV e telefone. Foi o menor quarto que já vimos, lembrando mesmo uma cabine. Café da manhã a 50 kr ou 7 euros. Diária para casal a 750 kr ou 101 euros. Reserva: city@cabinn.dk. Aconselhável reservar antes.

Um dos recepcionistas é brasileiro e nos deu uma boa dica para lavar roupas: uma lavanderia self service, aberta das 6h às 23h. Não há ninguém lá. Leve moedas do dinheiro local, pois precisará para pagar as máquinas de lavar e secar e o sabão. As instruções de uso estão na parede. Para tudo, você gasta uns 3 euros ou menos, dependendo do tempo que programará para cuidar de suas roupas. Do nosso hotel até a lavanderia, são algumas quadras. É preciso chegar até a estação, atravessá-la e seguir pela rua Istedgade. Fica em uma esquina.

De roupas lavadas e secas, voltamos ao hotel para deixá-las. Enfim, começaríamos nosso tour.

Na rua atrás do nosso hotel (Dantes Plads 7), está o Ny Carkberg Glyptotek (Museu de Esculturas). Apresenta coleções de esculturas gregas, egípcias e romanas, artefatos etruscos e pinturas de impressionistas franceses. Aberto de terça a domingo, das 10h às 16h. Entrada a 50 kr ou 7 euros.

O Parque Tivoli (entrada pela rua Vesterbrogade 3), fica em frente à Central Station, portanto, também próximo de onde estávamos hospedados. Fundado em 1843, além de parque de diversões, oferece teatro infantil, pantomima, concertos de rock e cinema. À noite, sua roda gigante iluminada chama a atenção. Aberto diariamente, das 11h-23h/24h (horários podem variar). Acesso a 85 kr (11 euros) mais 10 kr (1,35 euros) por cada brinquedo ou 225 kr (30 euros) com passe livre para todos os brinquedos.

Algumas quadras abaixo da Praça da Prefeitura, na rua Nørregade 8, encontra-se a Vor Frue Kirke (Igreja de Nossa Senhora). Catedral luterana neoclássica de 1829, com esculturas de Bertel Thorvaldsen (escultor dinamarquês do neoclassicismo europeu), dentre elas os 12 apóstolos e Cristo. A igreja é simples, possui seis colunas brancas em sua entrada e um pequeno relógio na sua torre. Aberta de segunda a sábado, das 8h às 17h. Entrada gratuita.

Até chegar ao famoso canal Nyhavn (um dos cartões-postais de Copenhague), cercado de casinhas típicas, onde todo turista tira foto, passa-se por alguns pontos turísticos. Mas outros estão mais afastados, alguns a leste; outros, a oeste. Prepare-se para caminhar, mas a cidade é tão bonita que merece. O canal começa na praça Kongens Nytorv, também muito bela, cercada pelo Chralottenborg (Academia Real de Belas Artes), um palácio barroco do século XVII; e pelo Royal Theater, sede do Balé Real Dinamarquês; e por alguns órgãos governamentais.

O canal Nyhavn foi criado em 1671, anexo ao porto, e era onde moravam os que ali trabalhavam. Hoje é um conjunto de restaurantes e cafés ao ar livre. As casinhas típicas coloridas são um charme. Uma delas, a de número 9, é datada de 1681. O escritor de literatura infantil, Hans Christian Andersen, viveu em algumas destas casas. Do canal, saem passeios de barco para apreciar Copenhague. Visitas guiadas a partir das 10h20, sendo o último barco às 15h30. Geralmente, saem a cada 40 minutos. Ingresso a 60 kr ou 8 euros.

Antes de chegar ao canal, há o Christiansborg Palace. Em estilo neobarroco, é a casa do Parlamento, sede do Governo nacional e, também, serve de escritório do primeiro-ministro. É a terceira construção neste local, já que as duas anteriores incendiaram. Para visitar as salas reais, somente com visitas guiadas a 65/55 kr ou 9/7,50 euros (estudante). E para ter acesso às ruínas embaixo do castelo, dos dois antigos prédios, visitas guiadas, de maio a setembro, de segunda à sexta (no restante do ano, não abre às segundas), a 40/30 kr ou 5/4 euros.

Junto ao Christiansborg e à beira do canal, está o Thorvalden’s Museum. O museu é dedicado à preservação da obra e da memória de Bertel Thorvaldsen (1770-1844), um dos grandes escultores do Neoclassicismo europeu. Além de possuir a maior parte dos originais em gesso que deram origem às suas esculturas, guarda algumas peças finalizadas em mármore, esboços, desenhos, pinturas, livros, documentos e muitos objetos pessoais do artista. No total são quase 300 relevos, 90 obras e estatuária e 150 bustos.

O prédio em que hoje se instala o museu antigamente era o das cocheiras reais, mas foi completamente refeito entre 1839 e 1848 por Michael Gottlieb Bindesbøll, ainda que conserve as proporções semelhantes ao edifício original. Sua fachada é discreta, com cinco grandes portas encimadas por janelas retangulares, emolduradas por elementos em relevo, com pilastras coríntias nos cantos. Sobre o centro do edifício foi instalado um grupo estatuário em bronze, que representa uma quadriga conduzida pela Vitória. Nas laterais figura uma série de painéis em pintura executados por Jørgen Sonne, que ilustram episódios da vida do artista e cenas da chegada de algumas das obras de arte ao museu.

Há dois locais que oferecem uma bela vista da cidade. Um deles é a Rundetårn (Torre Redonda), na rua Kobmagergade 52A. Construída como observatório astronômico em 1642, é o mais antigo em uso na Europa. Aberta de junho a agosto, das 10h às 20h; domingo, das 12h às 20h. No resto do ano, abre das 10h às 17h (domingos, das 12h às 17h). Entrada a 25 kr ou 3,40 euros. A outra opção é a Vor Frelsers Kirke (Igreja do Nosso Salvador), no bairro Christianshavn. A igreja tem uma torre em caracol, inaugurada em 1696, a mais alta da cidade, com 90 metros (prepare-se para subir, além de íngreme, a escada é estreita e o local, escuro). A vista é realmente bela e você pode tirar fotos de vários ângulos, mas o espaço lá em cima é bem apertado. Não recomendável para os claustrofóbicos. A torre é retorcida e tem detalhes em dourado que podem ser vistos de longe. Entrada a 25 kr ou 3,40 euros.

Outro palácio é o Rosenborg Slot (Øster Voldgade 4A). Há alguns passos, à esquerda do canal Nyhavn, perto da estação Nørreport. Cercado por um lago, foi erguido em 1577 como residência de campo, por Christian IV, foi expandido em 1624 e transformado em um castelo renascentista. Sua arquitetura impressiona, assim como seus imensos jardins, cuidadosamente ornamentados e os mais antigos da Dinamarca, datados do século XVII. É cobrado apenas o acesso ao palácio: 70 kr ou 9,50 euros. Pode-se ver tapeçarias, retratos, o tesouro real e as jóias da Coroa.

Amalienborg Palace é a residência da família real em Copenhague desde 1794, dividida em 4 mansões em estilo rococó, em frente à praça, onde está a estátua de Frederyk V, em cima de um cavalo. No Christian VII Palace pode-se conhecer os quartos em visitas guiadas (no verão, de julho a setembro, aos sábados e domingos, das 11h30 às 14h30. Ingresso a 75 kr ou 10 euros.

Em uma das laterais da praça, onde está o Amalienborg Palace, pode-se ver a Marmor-Kirken, uma belíssima igreja, em formato circular e com esculturas adornando toda a construção e com uma imensa cúpula verde.

Acima do Amelienborg Palace, no Kasltellet Park, está a famosa escultura Den Lille Havfrue (Little Mermaid ou Pequena Sereia). É uma das figuras mais conhecidas da cidade, apesar de ser apenas uma pequena sereia em cima de uma pedra dentro d’água. No parque, você pode visitar o Frihedsmuseet (Museu da Resistência), que enfoca as atividades da resistência dinamarquesa contra os nazistas, na Segunda Guerra. Entrada gratuita.

Perto do parque, está a St. Alaban’s Church (igreja); e The Old Citadel (Kastellet), esta construída pelo rei Christian IV, entre 1626 e 1660, para proteger Copenhague dos ataques marítimos. A mais antiga fortaleza militar ainda está ativa. A maioria dos prédios da fortaleza estão intactos, desde o período do rei Frederik III (1658-1660), e são o centro dos quarteirões da Inteligência da Defesa Dinamarquesa.

Um bairro famoso em Copenhague é o Christianshavn (entrada principal na Prinsessegade), cruzando a ponte Christians Brygge. Espécie de cidade livre, fundada em 1971, em um terreno onde havia um campo militar abandonado. Hoje vivem cerca de mil pessoas, que optaram por um modo alternativo de viver. Tudo teve início nos anos 70 como um acampamento hippie e acabou transformando-se em uma pequena comunidade auto-sustentável, com suas próprias regras. A convivência com a polícia é pacífica. O uso do haxixe ou da maconha é tolerado, desde que com moderação. Destaque para o bar Woodstock.

Neste bairro, estão a Christians Church (Igreja de Cristo); o Royal Danish Naval Museum (Museu Naval Dinamarquês Royal); e a Vor Frelsers Kirke (Igreja do Nosso Salvador), já citada acima.

Fomos, ainda, ao National Museet (Museu Nacional), na Ny Vestergade 10, bem próximo da Central Station. Ocupa todo um quarteirão. É o mais importante museu do país, com exposições sobre a Pré-História, a Idade Média, a Renascença Dinamarquesa e a Dinamarca do século XVII. Também possui coleções de moedas e medalhas, antiguidades egípcias e uma exibição etnográfica com bonecos representando os vários povos do mundo. Ao todo, são 3 níveis no museu. Na entrada, você recebe um mapa de cada andar, com todas as informações. Reserve tempo, pois o museu é imperdível!!! Aberto de terça a domingo, das 10h às 17h. Acesso gratuito.

Na Central Station, há vários mercadinhos e lanchonetes, mas o ideal e mais barato é fazer compras no centro, nos mercados que vendem frutas, verduras e lanches prontos também.

Ao final do dia, passamos lá para buscar informações sobre como chegar a Hillerød, onde está o Frederiksborg Castle (Castelo Frederick). No dia seguinte (dia 27 de outubro), partimos cedo.

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